Projeto Poções Bioma Cerrado
 

O Bioma Cerrado

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do sul; ocupa cerca da 23% do território nacional (1,97 milhões de Km²). A sua área incide sobre os estados de Goiás, DF, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Minas, Bahia, Maranhão, Ceará, Piauí, Pará e Rondônia, com encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. Nascem no Cerrado três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica / Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta numa grande riqueza de recursos hídricos associada a uma biodiversidade surpreendente.

 
O clima predominante é o tropical sazonal, de inverno seco. A temperatura média anual fica em torno de 22-23ºC. As máximas absolutas mensais não variam muito ao longo do ano, podendo chegar a mais de 40ºC e as mínimas absolutas mensais variam bastante, atingindo valores próximos ou até abaixo de zero, nos meses de maio, junho e julho. A precipitação média anual fica entre 1200 e 1800 mm. Ao contrário da temperatura, a precipitação média mensal apresenta uma grande estacionalidade, concentrando-se na primavera e verão (outubro a março), conhecida como estação chuvosa. Curtos períodos de seca, chamados de veranicos, podem ocorrer em meio a esta estação, criando sérios problemas para a agricultura. No período de maio a setembro, os índices pluviométricos mensais reduzem-se bastante. A umidade relativa do ar permanece entre 10 e 30%, podendo ocorrer secas prolongadas.

O Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo em biodiversidade, com diversos ecossistemas, uma flora com mais de 10.000 espécies de plantas, sendo 4.400 endêmicas.

Este bioma também se caracteriza por suas diferentes fisionomias, que vão desde o cerradão (com arvores altas, mais adensadas e de composição distinta), passando pelo cerrado mais comum no Brasil central (com árvores baixas, esparsas e de troncos tortuosos), até o campo cerrado, campo sujo e campo limpo, com progressiva redução da densidade arbórea. Ao longo dos rios, há fisionomias conhecidas como florestas de galeria ou matas ciliares. Essa heterogeneidade abrange muitas comunidades de mamíferos e de invertebrados, além de uma importante diversidade de microorganismos, tais como fungos associados às plantas da região.

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